Por: MARIA LUÍSA ABRANTES
Data: 05/09/2026
Quer o Banco Central Europeu , quer o FED ( Federal Reserve ) dos Estados Unidos , conjuntamente com o OCC ( Office of the Controller of the Currency ) e o FDIC ( Federal Deposit Insurance ) , tem pressionado as instituições financeiras bancárias europeias e americanas a saírem de Angola , ou a não entrarem nesse mercado ( Ex.: Citibank ) . Isso é um péssimo sinal para a credibilidade e confiança na economia angolana e na sua governança . Essas instituições pretendem limitar o risco , reduzindo a exposição à banca angolana . Por arrasto , os poucos bancos estrangeiros que ficaram , podem vir a seguir o mesmo caminho , se nada se fizer para melhorara situação actual .
Para os especialistas em finança internacional , significa a passagem de um atestado de incompetência aos gestores da economia .
Os contribuintes nem imaginem , o quanto foi difícil convencer os americanos , que ao virem para Angola , mesmo que não pretendessem investir com risco , pelo menos mobilizando financiamento inclusive’ na UE , poderiam ganhar dinheiro a prestar serviços , assim como , criar-se-iam postos de trabalho localmente , porque estávamos e estamos muito mal . Seria uma situação de “win /win) de baixo risco . O problema agora, está nos meios locais para a execução .
A saída simultânea do BPI e do Standard Bank , são a manifestação inequívoca do desinteresse de bancos com reputação a defender, em investir em Angola com risco ( IDE ) , devido a volatilidade econômica e aos critérios prudenciais de supervisão .


