A INVASÃO AO CALÇADAO E OS PASSAPORTES ELETRÔNICOS
Por: MARIA LUÍSA ABRANTES
Data: 14/03/2026
Já uma vez questionei , mas vou tornar a fazer a pergunta a quem souber :
– A quem pertence , ou qual o nome do membro da facção vencedora , ou testa de ferro , que ficou com o projecto Baia de Luanda , financiado e idmnizado pelo Estado, ( pago com o dinheiro dos contribuintes) , quando foi concedido a custo ZERO ?
A Marginal de Luanda foi alargada , com a construção de um passeio mais amplo ( calçadão) e canteiros relvados , para proteção da linda mas pequena Baia de Luanda , para lazer dos moradores e seus visitantes . De imediato , o grupo dos espertos , ou seja dos DDT ( donos disto tudo ) , então capitaneados por Manuel Vicente, protegido pelos seus principais “muchachos” , Dino , Kopekipa , Higino Carneiro , Carlos Siva , Baptista Sumbe , etc., privatizaram a Baia . Mosquito Mbakassy, parte dos DDT , não fez parte desse projecto. Toninho Van-Dunem fez parte da distribuição de terrenos que tinham dono , quando esteve conjuntamente com o Higino Carneiro a Coordenar a Província de Luanda.
– Não bastava já terem distribuído os jardins arranjados da cidade e o jardim Zoológico na ilha , decidiram dragar mais , para construir prédios dentro do calçadão ( pasmem-se) . Nem sei como não transformaram as jaulas dos amimais para morar .
– A pergunta que não se quer calar é :
-Se não há dinheiro , quem substituiu os DDT e quem está a construir a todo o vapor , todos os prédios e condomínios da facção perdedora ?
– E’ estranho e sintomático , porque o local onde foi instalado o novo Centro de emissão de passaportes e cartas de condução, é exactamente no final do calçadão , junto ao Porto Luanda , no prolongamento do terreno dragado do calçadão . É no mesmo sítio , onde por pura MATUMBICE , estão a construir um arranha-céus , ( já não me admiraria se vierem outros ) , em vez de gastarem esse dinheiro a limpar a Baía , o morro da Samba e na construção de casas sociais .
– Outra coincidência , é que é no mesmo sítio , onde tinham sido montadas várias tendas , que se fartaram de faturar enquanto não houve a inauguração do Centro Protocolar , durante a organização de todos os eventos organizados pelo Executivo em 2025 . Não deve ser muito difícil adivinhar , a quem poderia interessar continuar a monopolizar .
– Será que pensam que vão ser enterrados com a fortuna , para gozar no purgatório ?
– E’ que o inferno é aqui , onde vivem 99.9% dos angolanos , estende-se a outras ditaduras similares e a paises bombardeados .
Os jardins da cidade de Luanda foram reabilitados pelo único Governador , Aníbal Rocha , que conhecia o que é normal numa cidade em geral e nos bairros residenciais em particular. Possivelmente pela sua vivência anterior à independência. Os outros Governadores , como nasceram em bairros sem jardins e sem ruas arranjadas , de imediato acharam que o melhor negócio seria montar lanchonetes , bares e salões de farra nos jardins dos bairros residenciais , a começar pelo maior e principal Jardim de Luanda . “ O Parque Heróis de Chaves “‘, transformou-se em definitivo e vergonhosamente em dois salões de farras .
Quanto à Sociedade Baia de Luanda, representada por Carlos Silva e Baptista Sumbe , cujo chefe do projecto era Manuel Vicente , foi indemnizada em USD 379 milhões ( de dólares) , por Decreto Presidencial no. 23/17 de 15 de Fevereiro, ( só o demônio sabe porquê) .
– Manuel Vicente, tornou-se invisível , depois que o Presidente João Lourenço com ar carregadissimo , ameaçou publicamente o governo português , caso não fosse remetido o processo de corrupção contra o mesmo . Como o então Ministro das Relações Exteriores , Manuel Augusto é muito inteligente , de imediato disse publicamente numa entrevista, que o processo não iria prosseguir e não mentiu .
QUEM PERMITE QUE A TAAG SEJA CONTRA O POVO DE CABINDA ?
Por: MARIA LUÍSA ABRANTES
Data: 03/03/2026
Segundo cidadãos naturais da província de Cabinda , para se deslocarem a essa cidade que não dispõe de ligação terrestre , têm de comprar o bilhete com (3) três meses de antecedência . Caso contrário , não conseguem viajar .
– A que ponto chegamos ?
– Onde anda a fiscalização do Executivo , através do seu Departamento Ministerial ?
Nem durante o período de guerra isso acontecia . Puseram um bancário a frente do sector dos transportes , que deixou rebentar e esvaziar os cofres da TAAG e os bolsos dos contribuintes . Também não melhorou os restantes meios de transporte rodoviário e ferroviários . Melhorou sim o bolso de meia dúzia , com salários exagerados, discrepante dos salários dos restantes trabalhadores , duma empresa já falida . Encheram os Conselhos de Administração das empresas do sector dos transportes com amigos , assim como ex dirigentes reformados ( Administradores não Executivos) , ligados ao MPLA e alguns perdoados no âmbito da reconciliação nacional , que só conseguem ver “ navios “ a passar .
Para fazer a ligação do novo aeroporto de Luanda ao centro da cidade , compraram comboios que mais parecem ter pertencido a primeira guerra mundial , mas pintados e recauchutados . O tal comboio que funciona quando “ chove “ , anda ao mesmo compasso do comboio a carvão e mais devagar que a automotora de Luanda a Malange , quando eu tinha 8 anos de idade . Anda tão devagar , que dá tempo aos moradores que não foram retirados de dentro do perímetro da linha férrea , para atirarem pedras aos vidros que ficaram estilhaçados . Onde andam os grandes chefes da Segurança de Estado ?
Dos catamarãs para o Mussulo já ninguém fala . Da frota de aviões da TAAG até 2017, pouco se fala e muito menos do preço de venda dos aviões da SONAIR , a quem foram vendidos e por onde andam . Agora recuamos para aviões a hélice .
– O anúncio do encerramento da SONAIR terá sido uma simulação?
– Ou será que o objetivo do sector dos Trabansportes é “ rebentar“ com tudo , para depois privatizar e vender a preços de ocasião ?
OS ASSESSORES DO PR E AS OPORTUNIDADES DESPERDIÇADAS
Por: MARIA LUÍSA ABRANTES
Data: 23/02/2026
Em plena “ guerra das tarifas” impostas pelo Presidente Trump , nunca ouvi ou li que o Presidente de Angola , que por coincidência foi até 16 de Fevereiro do corrente ano Presidente da União África , tivera reclamado pelo facto , de que à data da imposição das tarifas aduaneiras , as mesmas não tinham cabimento na altura protegidas pela AGOA ( Lei da Oportunidade de Crescimento para África ) . Em meu entender encolheu-se e aceitou negociar apenas uma redução , que ainda assim , ficou acima da imposta da maioria dos países africanos , que era de 10% .
Entretanto, o Tribunal Supremo americano decidiu a 19/2/2026 (sexta-feira) , anular a decisão do Presidente Trump elevar discricionariamente as tarifas aduaneiras , ordenando que as baixasse para 10% e procedesse à sua devolução em caso de solicitação . Porém , o Presidente Trump , já teve tempo de ameaçar que aumentaria novamente as referidas tarifas , porque os prazos para reclamar e litigar seriam longos , podendo estender-se a mais de 5 anos ( prazo de possível extinção da dívida para os distraídos ) e aumentou-as novamente , no dia 22/2/2026 ( segunda-feira) , para 15% , num acto de desobediência sem precedentes .
A AGOA desde a sua aprovação , já foi prorrogada pelos Presidentes George W. Bush e Barack Obama por pressão da sociedade civil , com destaque para as empresas petrolíferas , que são quem mais beneficia da isenção de tarifas aduaneiras .
A luta da sociedade civil não parou e a AGOA foi prorrogada pelo Presidente Donald Trump até Dezembro de 2026 . Porém , a luta tem de continuar , infelizmente até agora com pouquíssimo apoio da União Africana e dos diplomatas da maioria dos países africanos , sediados em Washington, D.C. . . A nossa sorte , é que na cultura americana a sociedade civil conta muitíssimo e por isso é escutada com atenção . Para ilustrar , é possível um ex residente poder opinar com fundamento , sobre a nomeação de um dirigente americano, junto do Congresso .
Reitero , que os assessores do Presidente João Lourenço e os “diplomatas” angolanos são muito fracos , porque na sua maioria não se aplicam . Estão mais interessados no trafico de influências e dizem “amém “ aos consultores portugueses e brasileiros, que pouco ou nada entendem de politica e cultura americana . Aos lobbies não lhes interessa mostrar todos os caminhos, porque senão perdem as “ galinhas dos ovos de ouro “.
Afirmo com propriedade , porque o AGOA , na altura da imposição de novas tarifas , ainda estava em vigor até Agosto de 2026. Houve um grande trabalho para a aprovação da AGOA , da sociedade civil e de algumas Embaixadas africanas ( Angola não se interessou) , que foi quem solicitou ao Congressista Democrata Charles Rangel , que conseguiu introduzir esse projecto de Lei no Congresso Americano . Após mais de 2 anos , a aprovação efectuou-se em 1999 e o diploma legal entrou em vigor no ano 2000 .
Angola apenas participou como todos os diplomatas no acto de Constituição da AGOA e , nessa altura, nem foi admitido sequer como país membro , porque era exigido para o efeito, transparência ( transparency) ; Independência dos tribunais ( rule of the law ) e prestação de contas ( accountability ) . Foi preciso muita luta para a inclusão de Angola para nada , porque durante 25 anos praticamente qqapenas as empresas petrolíferas americanas ( a própria América) , aproveitaram essa isenção . Há a possibilidade de exportarmos mais de 600 produtos sem pagar taxa aduaneira ( alfandegária ) .
Participei no grupo da sociedade civil , ainda antes da aprovação da lei . O grupo da sociedade civil em que participei , trabalhou com o USTR que é um órgão da Presidência americana , (que se ocupa dos assuntos do comércio e investimento estrangeiro ), até a aprovação da Lei . Assisti no Senado e festejamos a aprovação na qualidade de membro desse grupo da sociedade civil . Na altura , estava à espera de ser creditada , o que demorou cerca de 2 anos , porque o “ pára-quedista “ então entrado na Missão Diplomática em Washington, Francisco da Cruz , admitido directamente como Conselheiro, (sem concurso , nem curso superior) , proveniente da BJR da FNLA , amigo do Chefe do SIE , tudo fez para que tal não acontecesse .
A Embaixada Angola não esteve representada . Apenas os países admitidos . Anos depois, durante o acto da 1a. prorrogação da AGOA pelo Presidente Bill Clinton , foram convidados todos os Embaixadores africanos , incluindo de Angola e a Embaixadora angolana ficou chocada quando me viu na Casa Branca , a cumprimentar o Presidente George W. Bush antes dela , porque me perguntou como é que eu estava lá .
Seria bom que o Executivo angolano bebesse um pouco da experiência americana e trabalhasse mais com a sociedade civil . Não apenas esporadicamente com os membros do Conselho Económico , de fazer de conta . No que respeita especificamente a renovação por um prazo mais alargado da AGOA , para além da AMCHAM , o Executivo angolano deveria chamar as empresas petrolíferas que operam no nosso país , porque não pagam nada por isso .
Os lobbies afinal , depois também tem de ir também ter com as mesmas empresas e com a Câmara Americana do Comércio, cujos membros são mais 3 milhões de empresas e que é de facto , o interlocutor oficial das mesmas , junto do Presidente americano, do Congresso e dos Ministérios do Comércio e dos sectores produtivos . O mesmo deverá fazer a União Africana , porque o grupo da sociedade civil não está parado , mas neste momento , com tão curto espaço de tempo precisamos de aumentar a pressão . O objetivo do grupo da sociedade civil, é e era a renovação do AGOA de 10 a 20 anos e não uma renovação de 4 meses .
Por outro lado , a China acaba de isentar 53 países da África, do pagamento de taxas aduaneiras , para os produtos que pretendam exportar . O problema não são os países desenvolvidos ou emergentes . O problema somos nós mesmos os africanos , que transformamos os partidos em Club de amigos , onde alguns aceitam ser comprados por outros , para dividirem as “ presas” e aí vamos bem caladinhos como cordeirinhos com medo de ser bloqueados , de perder ou nem conseguir o pão e da prisão .
No caso de Angola , bloqueam as micro , pequenas e médias empresas e atrasam o desenvolvimento econômico inexistente . Alimentam os interesses de uma minoria que previligia a importação de bens e serviços e o desinvestimento , através de repatriação de dividendos de falsos investimentos ( prestação de serviços) e da contratação por ajustes directo , aos monopólios de novos ricos , à custa de garantias soberanas do Estado.
AFRICANOS ACORDEM . Só com muito trabalhos sério , persistência , imparcialidade, verticalidade, honestidade e patriotismo , poderemos tirar o continente do abismo , para onde uma minoria de “chefes” , com mentalidade retrogradas nos atiraram.
INVESTIDORES ESTRANGEIROS BRASILEIROS OU PRESTADORES DE SERVIÇO ?
Por: MARIA LUÍSA ABRANTES
Data: 20/02/2026
– Com “ o Fundo Soberano de Angola a participar em 17% do montante total “ do investimento , para a aquisição de equipamento e insumos , dos HIPOTÉTICOS investidores brasileiros ;
– Com “ o custeio das lavouras a ser feito por meio de bancos angolanos , ( mais ) o aporte de 5% do valor “ , assim como a “ cobertura das garantias (bancárias) “ e “ a contrapartida financeira dos agricultores brasileiros “( REEMBOLSO de 5% ) , porque as garantias bancárias angolanas seriam a 100% ( excluindo os 17% do Fundo Soberano) .
– Com o terreno de “ borla “ ;
OBSERVAÇÃO: TAMBÉM QUERIA SER “ INVESTIDORA” ESTRANGEIRA” em Angola .
– Pior ainda poderá ser a história dos “ grandes “ investidores estrangeiros da Costa do Marfim , que nem seu próprio país sabem quem são .
– HAJA PACIÊNCIA!
A “ FOME “‘DE CARGOS POLÍTICOS ACOBARDA ANGOLANOS PREGUIÇOSOS
Por: Maria Luísa Abrantes
Data: 17/2/2026
Grande parte dos angolanos , sobretudo os jovens e residentes , ( porque temos muitos estrangeiros nessa condição) , provenientes de familas muito pobres , ou de novos ricos , tem uma grande ânsia em obter um elevado cargo político para acomodação e obtenção de benesses , por via do diploma . Para eles , diploma já significa experiência e mérito . A ambição desmedida e a falta de referências familiares anteriores , cega os jovens . Muitos deles entram nas Universidades já com esse objectivo e, em simultâneo , com a ambição de acumular riqueza sem esforço.
– Para mim , tem mais credibilidade os jovens que venderam (em) no mercado informal, desde o Mercado Roque Santeiro , ou trabalharam nas obras e que em simultâneo estudavam . Esses , quando terminam a sua formação, ainda que não seja com as melhores notas , já acumularam muita experiência de vida.
Não é possível que jovens que viveram numa cubata de uma aldeia , que estudaram em baixo da árvore , ou viveram numa casa num beco no muceque ( QUE TEM O PLENO DIREITO DE SE ELEVAR) , só por equilíbrio regional , ou filiação partidária , possam exercer convenientemente as suas funções
com brio , ao serem catapultados para cargos de dirigentes , sem adquirirem experiência , vagueando de cargo em cargo na “dança das cadeiras “ , ainda que seja para administração local .
Então fiquem só nos Partidos políticos, a arregimentar membros para votar . O meu 3o.empregador propôs-me um cargo de Diretor e eu não aceitei . Preferi ser Adjunta, para adquirir mais experiência. O problema é que há 50 anos estão a misturar as coisas. Depois estranhamos , quando aparece um Governador a dar de merenda escolar ginguba com mandioca . No caso que apareceu nas redes sociais da província do Uige , o dirigente não tem culpa , porque pouco tempo depois de sair da Faculdade foi para Ministro , só fez asneiras e para o premiarem deram-lhe o cargo de Governador.
Outros de péssimos Governadores passam a Embaixadores , Membros de Conselho de Administração, Ministros e depois a Deputados . Temos o caso de Gonçalves Muandumba , que desgovernou as Províncias por onde andou , assim como o Ministério da Juventude e Desportos , onde passou para seu nome um dos bens mais preciosos que foi a Casa do Desportista , para depois alugar como lojas . Em
Angola , “ o cabrito come onde está amarrado “ .
Há N casos de jovens , que foram parar a Governadores saídos do MPLA e foi um autêntico desastre. Os Administradores Não Executivos são nomeados sem qualquer tarefa , só para encher o bolso. Diploma de ensino superior não significa de imediato experiência e muito menos competência . Na Administração central ainda há os consultores estrangeiros , que vão mascarando a incompetência dos nossos dirigentes , mas nas províncias o apoio não é o mesmo e deu “ bum “.
É verdade que nos tempos de Agostinho Neto era bem pior , mas 50 anos depois não devemos aceitar . Lembro-me por exemplo , do caso de Mariano Puko que foi condutor do carro do lixo e quando veio a independência foi nomeado Governador de Luanda . Entretanto, como ele e Kundi Paihama foram membros da organização da sociedade civil ODP , quando foi catapultado para Ministro da Segurança de Estado , foi coadjuvado pelo segundo ( Vice- Ministro da Segurança de Estado . Pasmem-se pois Kundy Payama com apenas a 4a. classe do ensino de posto , foi para além de Governador de Luanda , Ministro para a Inspeção do Estado ( órgão da Segurança de Estado) , que coordenava o IGAE e passou a substituir o Ministério das Finanças , para além de Ministro da Defesa , como ele tanto se gabava .
A pergunta que não quer calar é:
– A que propósito a Segurança de Estado tem de controlar as contas do Estado, em vez de controlar as fronteiras do país ?
– Qual a capacidade e competência de alguém iletrado como Kundi Pahima ( a alfabetização vai até a 5a. classe. ) , para Coordenador da Fiscalização das Contas do Estado?
– Só pode ser para desmoralizar os quadros capazes e saquearem à vontade ( há várias formas ).
Nos Estados Unidos , todos os estudantes a partir da 5a. classe , são obrigados a fazer trabalho voluntário de todo o tipo até entrar na Universidade . São os alunos do 2o. ano da Universidade que carregam as malas dos estudantes do 1o. ano e dos cursos de pós-graduação, fazendo parte de comissões de recepção . Não importa que seja em Harvard , onde um estudante paga anualmente por uma licenciatura mais de 90 mil dólares ( tem de pagar o quarto no 1o. ano dentro da Universidade).
Até quando continuaremos a ver nas redes sociais jovens com diploma, que ambicionando subir na vida , morrem nas casas dos feiticeiros , ou em suas casas por overdose de chás para a boa sorte, ou a mandar matar até membros da própria família , ou ficarem nus de madrugada em rituais satânicos ?
– Essas manifestações obscurantistas , só demonstram que o diploma por si só , não acaba o atraso de mentalidade. Assim é em qualquer país do mundo. Só a experiência de vida e a competição saudável , podem distinguir a meritocracia da acomodação política de parasitas , para manipulação política da maioria analfabeta , baseada na ignorância e falsidade ideológica.
O GRUPO CARRINHO E A CEGUEIRA DOS QUE VÊEM
Por: MARIA LUÍSA ABRANTES
Data: 05/02/2026
Acabo de ler um artigo no Valor Econômico de 3/2/2026 , que aventa a hipótese do Grupo CARRINHO entrar no capital social da UNITEL . O Grupo CARRINHO nega , da mesma forma , que quando inicialmente se dizia que entraria no capital social do BFA para comprar acções do Estado, ainda que houvesse alguma relutância inicial do BPI . Porém , não admiraria .
Enfim , o Executivo começou por oferecer garantias soberanas ao Grupo Carrinho , que não tinha um objecto social vital , porque nao era uma empresa estratégica , havia muitas iguais .
- O Estado deu respaldo ao Grupo CARRINHO , desconhecemos a motivação , para que pudesse contrair um financiamento 1.000 milhões de euros , para um investimento inicial no valor de 600 milhões de dólares , destinado à construção de um complexo industrial de 17 Unidades Fabris . O conglomerado localizado no Município da Catumbela , foi executado com a parceria da Paramount Energy , SA e foi inaugurado a 29 de Novembro de 2019 .
- Em 2021 , foi concedida mais uma garantia soberana no valor de 56,9 milhões de euros , para a concessão de um financiamento pelo Deutsche Bank , através do BDA , para aquisição de equipamentos industriais para as Unidades de Produção na província de Benguela .
- Seguidamente foi atribuída a Gestão do Entreposto Aduaneiro ao Grupo CARRINHO, que saiu “ de fininho “ , depois de encaixar um bom valor , por alegadas irregularidades , falta de transparência na gestão e falta de supervisão, o que era de esperar de um Grupo que não tinha qualquer experiência nessa área .
- Foram impostos acordos de permuta , entre as empresas do Estado fornecedoras de sementes exclusivamente com o Grupo Carrinho e (mais ninguém) , que não usa dinheiro e monopoliza a produção existente . Foi ainda concedido por ajuste directo o fornecimento de produtos ago-industriais às Forças Armadas , mesmo os que não produz . Antes o monopólio do fornecimento às Forças Armadas , estava a cargo de um libanês conhecido por Fidel , ligado a outra facção dos DT , que continua nos bastidores servindo de facilitador .
Tráfico de influência , nepotismo e corrupção , embora tenham significados jurídicos diferentes, quase sempre andam de mãos dadas . Analisemos os elementos principais da entourage do Titular do Poder Executivo . Não esquecendo o vergonhoso e recente “ Caso Lussaty “ , porque não se responsabilizaram todos os Chefes dos que roubaram bilhões de dólares , de entre os quais o irmão do PR ?
O SINSE está mais preocupado com intrigas e nada diz sobre os testes a popularidade frequentes do seu Chefe . E’ preciso também não esquecer , o Director de Gabinete do PR , Edeltrudes Costa , que foi Ministro da Estado e Secretário Geral do antecessor , entre tantos outros , que com a sua péssima assessoria , mentiras e proteção de negócios “enterraram” o PR José Eduardo dos Santos . Se ainda assim foram poupados e repescados , não se poderia esperar melhores resultados .
O marketing politico e econômico “ per si “ não representa nada. Não se capta investimento privado ditecto , sem um ambiente propício à atração de investimento privado nacional e estrangeiro de qualidade , sem instituições fortes , sem independência dos tribunais , responsabilização pela prestação de contas , fiscalização , exército e segurança de Estado fortes e organizados . Não se cria emprego , não se cria riqueza .
Não tenho o habito de falar do que não sei . Por isso posso afirmar , que se a actuação do Executivo não for propositada , é porque há falta de visão , de estratégia e os planos de desenvolvimento , tal como os projectos estruturantes são encomendados “ chave na mão “ , sem a formação adequada do capital humano em número e em especialização . Pior do que isso , é o apadrinhamento do Executivo a grupos de micro empresários , que sem capital próprio , nem garantias bancárias se agigantaram .
Esses grupos tem ligações essencialmente a pessoas do Partido no poder e , para além de terem sido autorizados a contrair empréstimos avultadissimos , obtiveram garantias soberanas discricionárias . Até um ex menino de rua iletrado como Silvestre Tulumba e um ex continuo do Ministério do Comércio , mais tarde Deputado , como o Kapunga (que já partiu com a dívida ) , obtiveram financiamentos sem garantias bancárias , próximos de 1 bilhão de dólares . Levaram o BPC , o BESA e o BCI , praticamente a falência ( o Estado foi aos bolsos dos contribuintes) , para depois oferecerem o BCI ao Grupo CARRINHO , sem contar com os “buracos” noutros bancos estatais .
Contrariamente ao que o PR João Lourenço apregoou no início do seu mandato , os novos monopólios tem sido os únicos mais protegidos . Que o digam entre outros, a OMATAPALO, o Tulumba ( Grupo STI) , o Minouro com os ajustes directos, depois de ficar com os autocarros da MACON , a GEMCORP a Mota e Companhia e em primeiro lugar o Grupo CARRINHO . O Grupo CARRINHOaa , que começou como uma “ tasca “ é a coqueluche do momento , “ pau para toda a obra” e veio destronar o Grupo DT .
- Como é possível que o PR João Lourenço , que alega que os cofres ficaram vazios , autorize garantias soberanas , para emprestar a uma empresa familiar descapitalizada , para comprar com o dinheiro dos contribuintes o que pertence também do Estado , que por sua vez está a vender por falta de dinheiro ?
Estão-nos a fazer passar a todos por tolos . - Podemos reafirmar , que o BCI foi oferecido pelo Estado ao Grupo CARRINHO , porque já nos termos do Aviso no. 14/13 do BNA , de 25 de Dezembro, para a autorização da licença de um banco comercial , era exigido um capital social no valor 25 milhões de dólares , ao câmbio da altura equivalente a 2,5 mil milhões de Kwanzas . Todavia , em Dezembro de 2021 ( 8 anos depois ) , após uma injeção de 30 mil milhões de Kwanzas pelo Estado , o Grupo CARRINHO pagou por um banco com clientela e patrimônio imobiliário o módico valor de 28 milhões de dólares , ao câmbio da altura equivalente a 16,5 mil milhões de Kwanzas . A desvalorização do Kwanza nada tem a ver com a equivalência em dólares , que garante a robustez do banco perante os parceiros e os aforradores .
Por outro lado , a “clientela “ e o “ aviamento“ ( expectativa ) tem um preço muito elevado . Isto é , o Grupo CARRINHO só pagou praticamente pela licença , se compararmos ao que teria de pagar nos termos do Aviso 14/13 do BNA , 8 anos antes . Herdou activos no valor de 467.363 milhões de Kwanzas , resultados líquidos positivos de 4.198 milhões de Kwanzas e um passivo de 441.079 milhões de Kwanzas . Não é difícil verificar que não perdeu absolutamente nada , bem pelo contrário, ainda que tenham feito crer a alguns jornalistas o oposto .
Afinal , as mudanças do Executivo vigente só foram para pior . Mantêm-se as duas facções , uma mais enfraquecida , mas que também ainda não morreu , porque o Chefe da DT , Manuel Vicente , está no Dubai , tem antenas na SONANGOL e tem sido protegido pelo PR João Lourenço .
Da fome já nem se fala , devido ao encerramento das micro , pequenas e médias empresas , (que aumentaram o desemprego ) e à desvalorizando dos salários em cerca de 1.000% . Entretanto , a desvalorização administrativa do Kwanza e a inflação, empurraram as famílias a alimentarem-se dos contentores do lixo . Esse fenômeno nunca foi visto , nem durante o longo período de guerra , excepto nas zonas ocupadas .
Ate quando os angolanos conscientes e letrados vão fingir que não veem , nem entendem que estão a contribuir para a extinção dos angolanos em massa , por falta de condições condignas para sobreviver ?
Tudo isso será pela ambição de cair de paraquedas na cadeira de um qualquer Ministério , do Parlamento, , de um Tribunal Superior , ou da Presidência da República ?
– Então repetirão , que o PR “ é corajoso “ , possivelmente por nomear incompententes , comandados por assessores estrangeiros que os substituem . Enquanto isso , a população morre de forme , pede na rua e são enterrados diariamente às centenas , em todas as localidades do país .
INVESTIDORES ESTRANGEIROS OU FINANCIAMENTO DE IVOIRIENSES ?
– A estória do investimento estrangeiro em estradas por um Grupo empresarial da Costa do Marfim está muito mal contada .
Em primeiro lugar, não estou a ver como é que uma empresa com apenas 3 anos , tem capacidade técnica para construir grandes estradas , quando ainda não construiu no seu país.
– Em segundo lugar, o investimento na construção de estradas nunca foi investimento (directo) estrangeiro . Nem as parcerias públicos privadas para construção de infraestruturas públicas são executadas com recurso ao investimento estrangeiro ( com risco ) . Há sim mobilização de financiamento privado com a autorização dos projectos pelo Estado , ou carta(s) de conforto ( garantias do Estado). No caso das estradas, ou o Estado paga a obra, ou nas PPP presta a garantia para a mobilização do financiamento e depois da execução , pode deixar o parceiro estrangeiro gerir as estradas por determinado período .
– Por outro lado , com a alteração da legislação, ainda que se tratasse de um investidor estrangeiro , infelizmente poderia mais à vontade (porque antes já estavam à vontade ) , recorrer ao crédito interno para a implementação dos seus projectos . A grande diferença é que os estrangeiros podem transferir dividendos para o exterior e o nacional não .
– Mais grave ainda , porque os fictícios investidores “ estrangeiros “ , podem transferir dividendos antes mesmo de concluir a execução total do projecto . Por essa razão os DTT angolanos, criam empresas “off shore “ e vem passar-se por estrangeiros no próprio país. Aliás , as alterações às leis são em benefício próprio , ou aceitam proteger “ testas de ferro “, ou empresas sem histórico no mercado .
A PROPÓSITO DOS VOTOS DA DIÁSPORA A ANDRÉ VENTURA
Por: MARIA LUÍSA ABRANTES
Data: 20/01/2026
Aprecio alguns dos escritos de Denilson Duro . Todavia , discordo de parte do texto publicado no Club K , quando diz , que a mão de obra portuguesa residente em Angola que votou em André Ventura , ( à semelhança de tantos outros consultores da nossa praça contratados ) , é qualificada . Critica -os por votaram a favor de alguém com um discurso contra a imigração desordenada , mas o candidato está no seu direito .
– Os angolanos também deveriam criticar a importação de tantos consultores estrangeiros , com tantos quadros que Angola já formou , inclusive nas melhores Universidades do mundo . Os consultores e investidores estrangeiros , têm a obrigação legal de formar e capacitar quadros angolanos . Não o fazem para se manter a ganhar salários exorbitantes e não são incomodados por isso . Quem os incomodar será punido pelo Executivo , ainda que a Sra. Christine Lagarde , durante o seu mandato a frente do FMI , tenha denunciado o facto dos países africanos exagerarem na contratação de consultores estrangeiros .
– Discordo, porque a maioria desses portugueses que vivem a nossa custa , não conseguem funcionar , sem que os quadros angolanos lhes forneçam dados e vivem de pesquisas como qualquer angolano letrado e capacitado pode fazer .
– Discordo , porque muitos desses portugueses cooperantes , ainda têm de estudar a nossa legislação fiscal , ou financeira , ou sobre o investimento privado , administrativa , etc. , que desconhecem em absoluto. Só os códigos Penal , Civil e das Sociedades são similares.
– Discordo , porque se fossem tão qualificados , esses portugueses residentes em Angola, estariam a exercer as suas funções num país desenvolvido. Eles estão em Angola porque estão no desemprego , ou porque ou não são tão qualificados, ou porque acabaram de ser formados .
– Infelizmente e vergonhosamente, os portugueses e outros estrangeiros , vêm para Angola a ganhar 1.000% ou mais , do que os quadros nacionais com a mesma formação e capacidade e tirar o emprego aos angolanos desempregados , ou sub-empregados .
Relembro , que o PR JES promulgou um Decreto a acabar com a diferença de salários entre estrangeiros e angolanos , mas só durou alguns meses. O “lobby “ dos monopolistas DDT ( Donos Disto Tudo) , ligado ao poder que se mantém , conseguiu que fosse anulado o referido Decreto . Certamente afectaria os seus bolsos , porque ou são mixeiros , ou sócios indirectos das empresas prestadoras de serviços estrangeiras .
A maioria dos estrangeiros que faz consultoria , ou negócios dúbios em Angola desprezam-nos e merecemos . Merecemos , porque aceitamos ter uma administração do país fraca e anárquica , com uma liderança de faz de conta que nos humilha , por uns “ trocados“ e por falta de dignidade .
Estamos no país dos ajustes directos , dos milagres da multiplicação do dinheiro de servidores do Estado . O país cuja Baía de Luanda aparece na CNN , ou no EURONEWS , mas não se sente o cheiro a fossa , nem a parte cheia de lixo que boia nas águas e vai desaguar nas praias. Enfim , o país da “ Alice “ .
Temos os residentes portugueses e de outras nacionalidades , assim como a liderança que merecemos .
Nem Tudo O Que Parece É
Muito pior foi ainda, com a arrogância dos juristas que aconselham mal o nosso Executivo, baseando-se nos trabalhos de “copy paste” dos sócios portugueses, mesmo depois de terem perdido a Acção em tribunal no Reino Unido, querer “ tapar o sol com a peneira” perante a população, não admitindo que tinham sido derrotados por precipitação.
A BAIXA DA INFLAÇÃO E A FIABILIDADE DOS DADOS DO INE
Por: Maria Luísa Abrantes
Data: 12/01/2026
O Executivo anunciou que a inflação em 2025 desceu aos 15,7 % , justificando a sua baixa acentuada relativamente ao ano de 2024 , em que foi de 27,5% , com o aumento da oferta de produtos e de serviços.
– Em primeiro lugar , não seremos os primeiros a questionar a fiabilidade dos dados estatísticos do INE , sobretudo nos últimos 8 anos , ( questionando sobre a qualidade dos dados estatísticos , compilados pelos diversos departamentos ministeriais enviados ao INE).
– Em segundo lugar , é prática o Estado solicitar empréstimos nos últimos meses do ano para cobrir o déficit orçamental . Isto é , para financiar o “ buraco “ quando a despesa é maior que a receita . Para cobrir essa falta de dinheiro, o governo pode ainda emitir títulos financeiros públicos .
– Em terceiro lugar , se o empréstimo for conseguido no mercado nacional , com a poupança local , o impacto directo na oferta da moeda é menor . O Banco Nacional de Angola mantendo as taxas de juro elevadas e o crédito caro , obriga a redução do consumo e por essa razão, não nos parece normal assistir-se ao fenômeno inverso .
– Só se entende que o consumo possa ter aumentado no ano de 2025 , ajudado no ultimo mês pelas compras de Natal e Ano Novo ( incluindo de produtos importados) . Não porque a produção e produtividade nacional tenham aumentado .
– Não existem milagres com o crédito à produção escasso e também não existem dados consistentes do Ministério do Trabalho , sobre a taxa real de desemprego .
– Porém , sempre que os empréstimos se destinarem ao investimento produtivo de longo prazo ( e vemos todos os ex projectos imobiliários do grupo dos DDT , de Manuel Vicente a “ bumbar“, não sendo anunciado a quem pertencem agora) , O IMPACTO PODE SER DIFERENTE e fazer baixar a taxa de inflação .
A maior verdade é mesmo que , os empréstimos de última hora apenas financiam o déficit orçamental , aumentando a divida publica e mais juros , a pagar pelos contribuintes .


