RTP África – Entrevista com Dra. Maria Luísa Abrantes
A situação micro e macroeconómica, social e política de Angola estará em análise na 1.ª Conferência do Grupo de Reflexão “Construir Angola”, agendada para 30 de outubro.
A iniciativa reúne quadros e especialistas angolanos para uma reflexão sobre os principais desafios do país e as perspetivas para o seu desenvolvimento.
Dra. Maria Luísa Abrantes, doutorada em Direito Económico e Financeiro e uma das organizadoras da conferência, é a convidada do jornalista António Silva Santos, nesta entrevista à RTP África.
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UMA VIDA DE LUTA – Estórias da história
DAS PALAVRAS DE FELICITAÇÃO DO EMBAIXADOR IBRAHIM GAMBARI EX SECRETÁRIO GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS
Sou o Embaixador Ibrahima Gambari, ex-Embaixador e Representante Permanente da Nigéria nas Nações Unidas e, posteriormente, Secretário Geral das Nações Unidas.
É com muito prazer que envio esta mensagem de felicitações pela apresentação pública do livro sobre Maria Abrantes, popularmente conhecida como Milucha.
Conheci a Milucha em 1998, como uma pessoa que traz boa sorte para as pessoas, logo depois tornei-me o Secretário Geral das Nações Unidas,
Conselheiro Especial para a África, começando por Angola.
A Milucha foi extremamente útil em ajudar-me a navegar nas complexidades sociais, culturais e políticas de Angola e deu-me conselhos muito valiosos e contactos imensamente úteis, os quais realmente ajudaram-me a tornar a presença das Nações Unidas em Angola um sucesso.
A Milucha é um ser humano muito gentil e compassivo. Ela é ferozmente leal aos seus amigos, e ela fará qualquer coisa, e não poupará qualquer despesa para deixar os seus amigos confortáveis e ajudá-los com o que eles estiverem a fazer.
É muito importante notar, neste contexto, que quando foi-me atribuída a responsabilidade de pacificação e manutenção da paz em Angola, em nome das Nações Unidas, as Nações Unidas eram extremamente impopulares em Angola, e não havia muito progresso feito. Porém, graças ao apoio do Presidente dos Santos, dos Ministros e de várias organizações não governamentais e partidos políticos em Angola, com o apoio da sede das Nações Unidas, a missão de paz da ONU em Angola acabou por ser um sucesso, e tive o privilégio de ser o Presidente da Comissão Conjunta que encerrou formalmente a guerra em Angola. Nem um único tiro foi disparado desde então, em violação do cessar-fogo.
Muito crédito pertence ao governo e ao povo de Angola, mas sem esse apoio teria sido mais difícil.


